Vício em tarô: quando a consulta vira dependência
por Yasmin · · Uso consciente do tarô
Esses dias eu vi o vídeo de uma menina falando que o tarô fez ela passar muita dificuldade financeira, porque ela gastou muito dinheiro com o tarô. E eu acho muito válido conversar sobre isso, porque eu sou taróloga e, quando conheci o tarô, eu já estive nessa posição de pessoa viciada em fazer tiragens.
Nem tudo é para tirar no tarô
Só que, depois de um tempo fazendo um milhão de tiragens, a gente vai percebendo que nem tudo é para tirar no tarô. Às vezes a vida vai perdendo a graça quando você fica olhando sobre tudo: toda decisão que eu tinha que tomar, eu tinha que olhar no tarô.
Foi aí que eu comecei a perceber que o tarô era muito mais um auxílio para eu me sentir melhor, mais capaz de tomar as minhas decisões, do que de fato algo que eu precisava olhar o tempo todo. E é isso que eu tento passar para as pessoas no meu perfil.
O tarô não dita o que você tem que fazer
O tarô vai te auxiliar. Ele não é algo para responder "ah, eu devo tomar tal atitude?". É você que sabe se deve tomar tal atitude. Eu corrijo muitos consulentes que vêm me procurar para isso, porque o tarô não dita o que você tem que fazer.
Você tem o seu livre-arbítrio. O tarô pode te dar um direcionamento do que é melhor para você.
Como eu uso o tarô hoje
Hoje em dia, eu uso muito o tarô para a minha carreira: para ver o que eu posso fazer, o que posso mudar para conseguir mais dinheiro, mais estabilidade. Todo mês eu faço isso: dou uma olhada geral na minha vida profissional para ter uma noção.
Mas, por exemplo, eu me mudei de casa há pouco tempo. Você acha que eu fiquei o tempo todo procurando no tarô "devo mudar? vai ser legal? não vai?"? É uma decisão minha. No fim das contas, a gente tem que viver a nossa vida.
O tarô te dá esse auxílio para você saber tomar as decisões da melhor forma, e eu faço isso com as coisas em que eu sinto que preciso mesmo tomar boas decisões, como é o caso da minha vida profissional. Eu já tenho a consciência de que sou capaz de decidir por conta própria, mas quero uma ajuda do tarô para isso.
Então eu não fico olhando o tarô todo dia. Eu tenho o tarô, eu sei jogar, mas tem semana que eu nem olho. Tem semana que passou e eu nem pensei nisso: porque a vida está aí para ir sendo construída por nós mesmas.
Saber distinguir para não ficar dependente
Uma coisa que eu te aconselho: observe bem o que você acha que o tarô pode te auxiliar a decidir ainda melhor, e o que você pode decidir totalmente por conta própria.
- "Ah, eu não sei se eu mando oi para esse homem." Minha filha, manda.
- "Ah, e se ele não responder? Eu tenho que ver se ele vai me responder, se ele vai ser legal." Não, você não tem que ver. Você pode mandar e você pode viver. Que medo da rejeição é esse? Você tem que saber de tudo?
- Agora, "eu não sei se mando essa mensagem para a minha chefe, porque estou com muito medo de ela me demitir, e se eu for demitida, acabou a minha vida, não sei o que vou fazer". Tudo bem, já é um problema maior. Esse a gente já pode olhar.
A gente tem que saber distinguir para não ficar dependente de uma ferramenta que existe para nos auxiliar.
E se você está diante de uma decisão dessas que merecem esse olhar, pode agendar uma leitura comigo, para o tarô te auxiliar, não decidir por você.